ECONOMIA


Preços dos alimentos vão subir 18% em dois anos, diz Banco Mundial

Relatório aponta que conflitos geopolíticos e riscos climáticos devem pressionar cotações internacionais em 2026 e 2027

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

 

Os mercados agrícolas devem enfrentar dois anos de alta nos preços internacionais após um período de retração nos preços, 21% registrados entre 2022 e 2025. A combinação de conflitos geopolíticos, custos elevados da energia com alta do barril de petróleo, restrições logísticas além dos riscos climáticos com a previsão do El Niño forte deve reduzir a oferta de alguns produtos e sustentar as cotações em 2026 e 2027 e impactar os preços.

As informações são da CNN.

A avaliação é do Banco Mundial e está no relatório “Commodity Markets Outlook” divulgado em outubro.

As projeções do banco indicam que os preços dos alimentos devem acumular alta de aproximadamente 18% no período. Sendo 10% em 2026 e mais 7% em 2027.

No mercado de grãos o impacto deve ser maior. A estimativa apresentada no relatório é de valorização de 14% neste ano e mais 9% no próximo. Ou 23% em dois anos.

Caso haja uma intensificação dos conflitos geopolíticos e perdas de safra ficarem acima do esperado, por causa do El Niño, esses índices poderão ser ainda mais altos. Com os preços dos alimentos disparando 12% a mais e as cotações dos grãos 20% acima dessa referência.