POLÍTICA


Funcionário da Casa Branca teria organizado jato usado por Flávio para deixar o Brasil, diz NYT

Polícia Federal investiga possível apoio de empresários e aliados à saída do senador

Foto: Pedro França/Agência Senado

 

O funcionário de comunicações da Casa Branca, Jason Miller, teria organizado o jato particular usado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para deixar o Brasil e viajar aos Estados Unidos após a derrota na eleição presidencial de domingo (25). A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times.

Segundo a publicação, a viagem começou a ser articulada após Flávio ser informado de que deveria entregar os passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo Bolsonaro teria procurado Miller após o irmão receber a intimação. Flávio viajou na terça-feira (27), acompanhado da esposa e das duas filhas, em um jato que saiu da Argentina, fez escala no Equador e seguiu para Miami.

Uma fonte do governo americano ouvida pelo jornal afirmou que o senador deve solicitar residência permanente nos Estados Unidos, o chamado green card.

A Polícia Federal investiga se Flávio recebeu apoio logístico e financeiro de empresários e aliados para deixar o país. Os investigadores apuram como ele saiu de Brasília e chegou a Foz do Iguaçu (PR), antes de seguir para a Argentina. Entre as hipóteses estão uma viagem por estrada, o uso de uma aeronave ou uma combinação dos dois trajetos. A possível participação do governo argentino também é investigada.

Flávio é alvo de um inquérito da PF que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e envolve ainda o advogado Willer Tomaz, amigo do senador que mora nos EUA. Apesar da ordem de entrega dos passaportes e da proibição de deixar o país, a polícia não o considera foragido.

Nesta quinta-feira (29), o presidente americano Donald Trump criticou o resultado das eleições brasileiras, classificando o processo como uma “vergonha”. Questionado sobre a possibilidade de parabenizar Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trump disse que pretende procurá-lo, mas voltou a criticar a disputa eleitoral.