POLÍTICA


Acordo comercial entre Mercosul e Efta entra em vigor neste domingo

Isenção tarifária atingirá até 99% dos produtos e deve impulsionar negócios no agronegócio e no setor energético

Foto: Isac Nóbrega/PR

 

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) entrará em vigor no domingo (1). A parcerias abrange o Brasil e o bloco europeu composto por Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, declarou nesta quinta-feira (29) a expectativa de intensificação nas relações econômicas nos próximos anos.

O tratado foi assinado em setembro de 2025 e regulamentado no Brasil por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro deste ano. Em declaração sobre o cenário global, Elsebutangen afirmou que “Estamos em um mundo onde a política comercial é utilizada como instrumento político. Mercosul e Efta mantêm outro caminho”.

Metade dos produtos da pauta comercial terá isenção de tarifas com o início da vigência do acordo, com alcance progressivo até atingir 99% dos itens. O salmão está entre os produtos noruegueses com tarifa isenta para importação no Brasil a partir de novembro de 2026, com forte potencial de venda para restaurantes locais.

Empresas norueguesas planejam ampliar a compra de soja brasileira para produzir alimento para salmão. O grão deverá cumprir regras de rastreabilidade para atestar a produção em conformidade com critérios ambientais. Em 2025, o Brasil exportou US$ 1,54bilhão para a Noruega (39ª posição nos destinos brasileiros) e importou US$ 807 milhões (46ª posição na origem das importações).

O Brasil figura atualmente como o 5° maior destino maior destino de investimentos da Noruega, posicionado atrás apenas dos EUA e de países europeus. O embaixador espera alta de aportes entre os parceiros, com oportunidades na transição para a economia verde e na área de petróleo e gás.

O país nórdico possui atuação consolidada no setor de combustíveis fósseis. “A política da Noruega não é terminar a produção de petróleo amanhã”, afirmou Elsebutangen. Ele avalia a necessidade de manter a produção petrolífera em paralelo aos novos investimentos na transição energética.