POLÍTICA


Silêncio dos EUA sobre reeleição prossegue enquanto Lula reúne ministros da Defesa e Relações exteriores

Flávio Bolsonaro e aliados de Donald Trump contestam vitória do petista

Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e José Múcio (Defesa) no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (26). Os encontros acontecem um dia após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar o petista reeleito e em meio a ausência de reconhecimento do resultado por parte dos Estados Unidos e da Argentina.

A agenda oficial prevê a conversa com Mauro Vieira às 15h e com José Múcio às 16h. O cenário diplomático atual apresenta tensão na área econômica pois o Brasil e os Estados Unidos registram uma sobretaxa de até 37,5% a uma lista de produtos exportados ao mercado norte-americano.

O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL), declarou no domingo não reconhecer a reeleição de Lula. O parlamentar justificou a posição com base em uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado acatou um pedido da coligação de Lula e do próprio Flávio Bolsonaro, para prorrogar o horário de votação até as 19h.

A determinação do STF saiu minutos após as 17h, horário original de fechamento das urnas, e o TSE se manifestou apenas depois da Corte Suprema.

Após o resultado, Flávio Bolsonaro afirmou: “É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive nas palavras de algum ministro que a própria imprensa replicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram neste momento”.

O advogado Marin De Luca, que atua em uma empresa com participação de Donald Trump, criticou o sorteio de Zanin, ex-advogado de Lula, para o caso. Ele publicou: “Há uma preocupação crescente no Brasil de que os EUA e outros países possam não reconhecer o resultado do pleito, diante das graves irregularidades que vieram à tona no momento do encerramento da votação”.

O empresário Elon Musk escreveu que a “conta não fecha” e compartilhou uma publicação com os números do pleito. O início do texto replicado dizia: “1º turno, Bolsonaro: 56,1 milhões de votos”.

Apesar das contestações, países como China, Rússia e membros da União Europeia reconheceram o resultado da eleição. No Mercosul, os países aliados validaram a vitória do petista, com exceção da Argentina, que mantém a indefinição.