POLÍTICA


Aliados veem Flávio Dino como possível sucessor de Lula na disputa presidencial de 2030 

Ministro do STF é incentivado a deixar a Corte e retomar a carreira política para disputar o Palácio do Planalto, mas enfrenta possíveis resistências dentro do PT 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Com Lula (PT) reeleito e impedido de disputar um novo mandato em 2030, aliados de Flávio Dino defendem que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deixe a Corte e retome a carreira política para concorrer à Presidência da República. 

Na avaliação desse grupo, Dino teria força política para suceder o petista e se tornar uma das principais alternativas do campo governista para a próxima eleição presidencial. Os aliados avaliam que o PT ainda não tem um nome com o mesmo peso político do atual ministro para assumir esse papel. 

A trajetória de Dino é apontada como um dos fatores que favorecem a possibilidade. Em 2006, ele deixou a magistratura para ingressar na política e, ao longo dos anos, foi eleito deputado, governador do Maranhão por dois mandatos e senador pelo estado. 

O ministro voltou a deixar a vida política em fevereiro de 2024, quando assumiu uma cadeira no STF por indicação de Lula. Na época, sua chegada à Corte foi interpretada por integrantes do PT como um movimento que o afastaria das disputas eleitorais. 

Agora, diante da perspectiva de sucessão presidencial em 2030, aliados defendem que Dino avalie deixar o Supremo próximo ao período eleitoral para tentar viabilizar uma candidatura ao Palácio do Planalto. 

A possível movimentação, no entanto, deve enfrentar resistência dentro do próprio PT. Parte dos integrantes do partido considera que a legenda dispõe de nomes capazes de suceder Lula, entre eles o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT-PI). 

Assim, embora Dino seja apontado por aliados como uma alternativa competitiva, uma eventual candidatura dependeria de articulações políticas e do apoio de setores do campo governista.