BAHIA


Polícia prende 9 pessoas e apreende quase 1 tonelada de drogas; funcionária das Osid está entre os alvos

Justiça determinou o bloqueio de R$ 25 milhões dos alvos e localizou 11 veículos utilizados no transporte e na distribuição dos entorpecentes.

Imagem: Polícia Civil

 

A Polícia Civil apreendeu nesta quarta-feira (7), em Camaçari, cerca de uma tonelada de entorpecentes, entre maconha, crack e cocaína. Nove pessoas foram presas sob suspeita de tráfico de drogas.

A droga foi localizada em um galpão durante a Operação Leakage. Na capital, as diligências ocorrem nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas, além das cidades de Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, na Bahia, e Cascavel, no Paraná.

Entre os presos está Malena Santos de Moura, funcionária das Osid (Obras Sociais Irmã Dulce), que trabalhava na farmácia da instituição e é suspeita de guardar e vender drogas por meio do celular enquanto estava no trabalho. As Osid informaram desconhecer a situação e que vão colaborar com as investigações. A reportagem não localizou a defesa de Malena.

Além das nove prisões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 25 milhões dos investigados e apreendeu 11 veículos utilizados no transporte e na distribuição dos entorpecentes.

O material apreendido ainda será contabilizado e encaminhado para perícia, que deverá identificar e quantificar as substâncias.

Ao todo, foram cumpridos 37 mandados de busca e apreensão, que resultaram na localização de drogas sintéticas, armas, balanças de precisão, máquina de contar dinheiro, celulares e outros aparelhos eletrônicos.

Dois homens alvos da ação são apontados como receptores dos entorpecentes e responsáveis pela distribuição para diferentes pontos. Segundo a apuração, o grupo utilizava galpões para armazenar as drogas e veículos para o transporte dos carregamentos.

Para dificultar a localização dos integrantes, os investigados recorriam a dezenas de imóveis e veículos alugados. De acordo com as investigações, a utilização temporária de residências e automóveis dificultava o rastreamento da estrutura empregada no tráfico.

O grupo é investigado pelo tráfico de grandes quantidades de cocaína, com informações de que toneladas do entorpecente eram movimentadas mensalmente.

De acordo com as investigações, a droga era distribuída para diferentes organizações criminosas.