JUSTIÇA


Fux dá 72 horas para AGU se manifestar sobre ação contra proibição das bets

Entidades do setor pedem ao STF a suspensão da medida provisória e alegam que restrição impulsionou o mercado ilegal de apostas

Foto: Fellipe Sampaio/STF

 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 72 horas para que a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifeste sobre uma ação que questiona a medida provisória do governo federal que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. O despacho foi assinado nesta sexta-feira (2).

Relator das ações sobre o tema, Fux tomou a decisão em um processo apresentado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que também recorreram ao Supremo, pedem a suspensão imediata da medida.

As entidades alegam que a proibição provocou um “exponencial e indevido aumento do mercado ilegal”. Segundo as associações, um monitoramento do Observatório contra o Mercado Ilegal identificou 833 novos sites clandestinos apenas no último fim de semana. O número foi apresentado pelas próprias organizações na ação.

As associações também argumentam que a manutenção da medida pode enfraquecer o mercado regulamentado antes da conclusão da análise pelo Congresso, além de comprometer a proteção dos apostadores. A ANJL pede ainda que o STF reconheça a constitucionalidade da legislação que regulamentou as apostas no país.

Além da suspensão da proibição até a análise da medida pelo Congresso ou o julgamento da ação pelo Supremo, as entidades solicitam que, caso o pedido principal seja negado, o benefício seja concedido ao menos às empresas já autorizadas a operar. Como alternativa, propõem um prazo de transição de pelo menos seis meses para o encerramento das atividades.