ECONOMIA


Projeção de gastos da União em 2026 atinge 19,5% do PIB e atinge maior nível desde a pandemia

Governo Lula eleva estimativa de despesas em mais de R$ 22 bilhões em dois meses com benefícios e subvenções

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou a estimativa de despesas primárias da União para 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. O dado consta no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre do ano e representa o maior patamar desde 2020.

Apenas nos últimos dois meses, a projeção de gastos subiu para mais de R$ 22 bilhões. O aumento decorre da liberação de créditos extraordinários, com destaque para as subvenções a combustíveis.

Segundo dados do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias referentes ao quatro bimestre do ano, os gastos devem atingir 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026.

O reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, anunciado na última semana, também amplia as despesas públicas. A medida tem impacto previsto de R$ 5,8 bilhões neste ano.

Em ano eleitoral, o Poder Executivo já desembolsou cerca de R$ 269 bilhões. As projeções indicam uma elevação adicional de até R$ 5 bilhões em subvenções do diesel que ainda não entraram em vigor.

Diante da elevação das despesas, a estimativa para o déficit nas contas públicas subiu de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões neste ano. Em 2020, no início da pandemia de covid-19, os gastos atingiram 25,6% do PIB.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, comentou o cenário fiscal. “Isso não é uma tendência. São créditos extraordinários que não se repetirão no tempo. São despesas temporárias em função da guerra e dos seus efeitos na população brasileira”, declarou o ministro.