ELEIÇÕES


PT aciona TSE contra propaganda de Flávio Bolsonaro e pede retirada de vídeos do ar

Partido afirma que campanha descontextualizou falas de Lula e impulsionou conteúdo negativo

Foto: Reprodução/CNN

 

O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) por causa de dois vídeos de propaganda eleitoral impulsionados nas redes sociais. A legenda pede a retirada do conteúdo do ar e a aplicação de R$ 240 mil em multa.

Na representação, o partido afirma que a campanha do candidato descontextualizou falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e utilizou impulsionamento para divulgar conteúdo de caráter negativo, prática que, segundo a legenda, é proibida pela legislação eleitoral.

Os vídeos fazem uma comparação entre duas declarações de Lula. Na primeira, publicada com a legenda “14 de março de 2025”, o presidente afirma: “A carne vai baixar, vocês podem ter certeza que vocês vão voltar a comer picanha outra vez, porque a carne vai baixar”.

Em seguida, com a indicação “11 de setembro de 2026 – realidade”, a propaganda apresenta trechos de outro discurso. “O mercado e as coisas estão caras, eu sei, a carne está cara, o café está caro, o ano passado o ovo estava nas nuvens”, diz Lula. Na sequência, aparece a frase: “Se não tem carne, a gente come ovo”.

Para o PT, a edição passa a ideia de que Lula teria prometido alimentos mais baratos e não cumprido a promessa, levando a população a substituir a carne por alimentos considerados menos nobres, como o ovo. A legenda sustenta que o trecho foi retirado do contexto original.

Na fala completa, Lula também aborda o custo de vida e relaciona o tema à valorização do salário mínimo. “Se não tem carne, a gente come ovo. Se não tem ovo, a gente come carne. Mas quando não tem os dois, a gente come como eu comia, quando eu levava marmita, feijão e arroz puro porque não tinha mistura. Mas essa questão do custo de vida é uma coisa que eu tô levando muito a sério. Porque veja, no meu governo passado, um salário mínimo dava para comprar duas cestas básicas e meia”, afirmou.

O PT também questiona o uso de impulsionamento pago pela campanha de Flávio. Segundo a representação, quatro versões do anúncio foram veiculadas entre 13 e 18 de setembro, com gastos que somaram R$ 105 mil. A legenda afirma que o pagamento para ampliar o alcance de propaganda negativa também viola as regras eleitorais.