ELEIÇÕES


Moraes é apontado por 46% dos brasileiros como principal responsável pela crise no STF, diz pesquisa

Levantamento Indexa/Broadcast também mostra que 68% são totalmente favoráveis à abertura de impeachment de ministros da Corte

Foto: Rosinei Coutinho/STF

 

O ministro Alexandre de Moraes é apontado por 46% dos eleitores ouvidos pela pesquisa Indexa/Broadcast como o principal responsável pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF). Na sequência, André Mendonça aparece com 16%, enquanto Dias Toffoli é citado por 6%. Flávio Dino registra 4%, Edson Fachin, 3%, e outros ministros do STF, 2%.

Entre os entrevistados, 10% afirmam não conhecer o tema o suficiente para apontar um responsável, enquanto 5% avaliam que não existe uma crise na Corte. Outros 5% dizem que nenhum dos ministros é responsável e 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa também questionou os critérios que, na avaliação dos entrevistados, são utilizados por Moraes para fundamentar suas decisões. Para 45%, os critérios são políticos; 24% consideram que são políticos e técnicos, enquanto 16% apontam critérios técnicos e jurídicos. Outros 11% disseram não conhecer o suficiente para avaliar e 4% não souberam ou não responderam.

Sobre o acompanhamento do noticiário relacionado à crise, 35% afirmaram ter acompanhado o assunto com muita atenção e 22% com alguma atenção. Outros 20% disseram apenas ter ouvido falar sobre o tema, enquanto 19% afirmaram não ter ouvido falar. A pesquisa ainda apontou que 68% são totalmente favoráveis à abertura de impeachment contra ministros do STF, enquanto 9% são mais favoráveis do que contrários. Em relação à criação de mandatos para ministros da Corte, 58% são totalmente favoráveis e 8% são mais favoráveis do que contrários.

O levantamento também mediu a confiança no trabalho do STF. Entre os entrevistados, 45% afirmaram não confiar na Corte, enquanto 10% disseram confiar muito e 32%, um pouco. Outros 8% afirmaram não ter conhecimento suficiente para avaliar e 5% não souberam ou não responderam.

Metodologia
A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 10 e 13 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03482/2026.