ELEIÇÕES


Zema propõe equiparar facções criminosas a terroristas e integrar órgãos de segurança

Candidato do Novo defendeu a criação de força-tarefa e a construção de novos presídios no país

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado no Brasil nesta terça-feira (15). Em entrevista ao programa CB.Poder, parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília, o político propôs a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas.

A estratégia do presidenciável inclui a formação de uma força-tarefa com Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, Coaf e Abin. A medida busca a integração de órgãos de segurança e fiscalização para conter crimes como contrabando e lavagem de dinheiro.

Zema pontuou que a atuação das facções afeta a arrecadação pública, a geração de empregos formais e o funcionamento de empresas regulares. “Nós temos 60 milhões de brasileiros que vivem em área controlada pelo crime pelas facções”, declarou o candidato.

O político citou o setor de energia no Rio de Janeiro como exemplo de segmento afetado por atividades clandestinas. Para Zema, a ocupação desses territórios ocorre diante de espaços deixados pelo Estado.

Na área prisional, a proposta do candidato estabelece mudanças nas audiências de custódia, com a decretação de prisão preventiva a partir da terceira audiência. “Hoje no Brasil nós temos pessoas que fazem dezenas de delitos e continuam soltas”, afirmou.

O candidato declarou a necessidade de construir mais presídios no país para evitar a permanência de criminosos reincidentes em liberdade. A medida, segundo ele, visa evitar que pessoas com múltiplos delitos sigam soltas.

Por fim, Zema relacionou a segurança pública ao desenvolvimento econômico do país. “Nós temos uma economia paralela, clandestina, informal, que só tem ganhado musculatura”, concluiu.