POLÍTICA


‘Sem fundamento’: Deputado rebate acusação de Roma sobre ‘coronelismo 2.0’ do PT

Presidente do PL na Bahia alegou que partido passou a adotar práticas que repudia publicamente, como coronelismo

Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados

 

Ao criticar a declaração do candidato ao Senado João Roma (PL), que afirmou que o Partido do Trabalhador (PT) é responsável por implantar um “coronelismo 2.0” na Bahia, o deputado federal Afonso Florence (PT), defendeu que o argumento não possui fundamento.

Em entrevista à Rádio Metrópole, nesta terça-feira (15), o presidente do PL na Bahia alegou que o PT passou a adotar práticas que repudia publicamente, como o coronelismo. Segundo Roma, o governo estadual usa cobranças políticas e o controle da máquina pública para favorecer ou prejudicar lideranças municipais.

“O mesmo pessoal que criticava as políticas do ‘toma lá, dá cá’ no passado, falando do coronelismo e por aí vai, implantou o coronelismo 2.0 no estado da Bahia”, afirmou.

Para Florence, a declaração de Roma não condiz com a realidade do estado. O deputado destacou que Salvador, sob gestão do prefeito Bruno Reis (União), acumula o maior volume de investimentos do Governo do Estado.

“O governador Jerônimo dialogou com o prefeito e nunca cobrou uma mudança de posição do prefeito, que é do lado de ACM Neto, de Caiado, da turma de Bolsonaro. O Governo do Estado tenta melhorar os serviços, já que os do município são ruins”, declarou.

Para o parlamentar, a declaração seria uma tentativa defensiva de justificar o aumento de adesões de lideranças municipais, que, em 2022, eram apoiadoras de ACM Neto, à candidatura do governador. “A realidade é que a parceria de Lula, Wagner e Jerônimo levou investimentos a todos os municípios da Bahia. E as adesões são naturais”, pontuou Florence.

Rodrigues lidera em volume de alianças, com uma base que soma mais de 360 prefeitos baianos, enquanto Neto conta com um grupo de cerca de 60 chefes municipais aliados. O ex-prefeito de Salvador, no entanto, minimiza a diferença e destaca que mantém a aliança com os gestores dos maiores colégios eleitorais do estado, como Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Barreiras.