POLÍTICA


Fazenda nega plano de desvincular aposentadorias do salário mínimo

Declaração oficial rebate vídeo com interpretação distorcida sobre simulações econômicas do governo federal

Foto: Reprodução/redes sociais

O Ministério da Fazenda descartou a possibilidade de desvinculação entre o salário mínimo e os benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pronunciamento do ministro Dario Durigan ocorreu em entrevista à GloboNews, em resposta a informações divulgadas nas redes sociais.

“Não discutimos e não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios, tanto previdenciários quanto alguns sociais”, declarou Durigan. As regras de reajuste e de valorização integral para aposentados e pensionistas continuam mantidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A controvérsia começou após a publicação de um vídeo do ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, atual coordenador da equipe econômica do candidato Flávio Bolsonaro (PL). No conteúdo, publicado no último dia 24, ele citou uma reportagem do jornal Valor Econômico.

A publicação de Sachsida acumulou cerca de 350 mil visualizações em seu perfil de 123 mil seguidores no Instagram. O ex-ministro declarou que o governo federal deixaria de reajustar os proventos dos aposentados em caso de aumento do piso nacional.

A matéria original informava sobre a realização de simulações técnicas com ganhos acima da inflação em ritmos diferentes para trabalhadores da ativa e beneficiários. O texto previa a manutenção do ganho real de até 2,5% ao ano para a ativa e índices menores, porém com reajuste garantido, para o INSS.

Sachsida declarou também que o governo investiu mais de R$ 278 bilhões com foco na reeleição. Dados da ferramenta Gastômetro, do jornal Estadão, registram o investimento de R$ 277,3 bilhões em 2026, com foco em programas de crédito e subsídios.

OP ex-ministro defendeu o enxugamento da máquina pública de 39 para 25 ministérios, contudo o governo federal conta atualmente com 38 pastas na administração direta. A equipe de checagem buscou contato com Sachsida, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.