POLÍTICA


Mendonça barrou viagens de enteado e amigo de Wagner por risco de fuga

Guilherme Sodré havia solicitado autorização para viajar à Itália entre 3 e 13 de setembro de 2026

Foto: Gustavo Moreno/STF

 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou os pedidos para deixar o país feitos pelo enteado do senador Jaques Wagner (PT), Eduardo Mendonça Sodré Martins, e pelo pai do rapaz, Guilherme Henrique Sodré Martins. A informação é da coluna de Milena Teixeira, do portal Metrópoles.

Segundo a publicação, a decisão ocorreu após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar contra a flexibilização das medidas cautelares impostas aos dois. O órgão apontou risco de evasão caso os investigados viajassem ao exterior e defendeu a proibição de saída do território nacional. Mendonça acolheu o entendimento.

Guilherme Sodré havia solicitado autorização para viajar à Itália entre 3 e 13 de setembro de 2026, com passagens por Veneza, Florença e Roma. O objetivo era participar da 61ª Bienal de Veneza, onde integraria a instalação “Juntó”, do artista Ayrson Heráclito, com obra de sua coleção pessoal.

A defesa sustentou que ele tinha compromissos profissionais no exterior e não representava risco de fuga. Para isso, citou a residência fixa, o patrimônio e as atividades profissionais mantidas no Brasil, além do casamento com desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia.

Sodré é casado com a desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar desde dezembro de 2025.

O Ministério Público, no entanto, defendeu que a suspensão do passaporte e o impedimento de deixar o Brasil fossem mantidos. Segundo a manifestação, as restrições são necessárias diante do estágio inicial das investigações e para evitar eventual evasão.

Eduardo Sodré também buscou autorização judicial para viajar ao exterior. Os deslocamentos estavam previstos entre agosto e outubro e, segundo a defesa, parte deles teria caráter institucional, relacionado às funções exercidas por ele como secretário de Meio Ambiente da Bahia.

No caso dele, a PGR avaliou que as condições financeiras poderiam facilitar eventual permanência fora do país e, consequentemente, dificultar o andamento das investigações. Com base nesses argumentos, Mendonça manteve as restrições e rejeitou a solicitação.