POLÍTICA


Wagner critica oposição e defende ações integradas contra crime organizado

Senador rebate “soluções mágicas” de ACM Neto e defende que combate à violência exige planejamento de longo prazo

Foto: Ulisses Dumas/Assessoria

 

O senador Jaques Wagner (PT-BA) defendeu, nesta quinta (10), durante entrevista à Rádio 95 FM, de Jequié, uma mudança na política nacional de segurança pública baseada na integração entre União, estados e municípios, além do compartilhamento de informações de inteligência.

O senador criticou a oposição na Bahia e destacou a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da PEC da Segurança, que gera as condições para a criação de um Ministério da Segurança Pública, proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Essas organizações são verdadeiras multinacionais do crime. O mesmo grupo que atua no Rio Grande do Sul pode estar atuando na Bahia, em Pernambuco ou no Ceará. Por isso, precisamos de um tratamento unificado e inteligente da segurança pública, com informações compartilhadas entre o governo federal e os governos estaduais”, afirmou.

Para ele, uma das prioridades desta nova estrutura deve ser atacar o bolso das organizações criminosas, como no caso da Operação Carbono Oculto. “Quando você consegue cortar o abastecimento financeiro das quadrilhas, aí sim a gente vai ter sucesso em destruir essas organizações que infelicitam nossa população. Não basta prender o soldado do crime. É preciso chegar ao dinheiro, à estrutura e à inteligência dessas quadrilhas”, avaliou.

O senador ressaltou que o combate à violência exige planejamento de longo prazo e criticou as “soluções mágicas” apresentadas pela oposição liderada por ACM Neto na Bahia. Wagner defendeu que os candidatos apresentem propostas compatíveis com aquilo que já fizeram quando tiveram oportunidade de governar.

Ao comentar as políticas de segurança de Neto enquanto prefeito, o senador também criticou a falta de ampliação da Guarda Civil Municipal de Salvador. Segundo o político baiano, outras capitais brasileiras possuem efetivos significativamente maiores.

“Eu vejo muita gente na eleição dizendo ‘vou fazer isso, vou fazer aquilo’. Mas já estiveram no governo. Por que não fizeram? Quando foi eleito, o ex-prefeito da capital prometeu contratar não sei quantas pessoas para a Guarda Municipal e não cumpriu. A Guarda Municipal de Salvador está entre as menores em relação a outras capitais. Fortaleza tem um número muito maior do que o nosso, Recife também”, apontou.