POLÍTICA


Vereador cobra explicações de ACM Neto após acusações de Vorcaro: ‘Precisa assumir responsabilidade’

Segundo empresário, ex-prefeito e presidente do União Brasil teriam ajudado a captar cerca de R$2 bilhões para Master em troca de comissões sobre valores investidos

Foto: Assessoria/Setre

 

Ao comentar a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União), o vereador e líder do PCdoB na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Augusto Vasconcelos, cobrou respostas do ex-prefeito.

“As denúncias são muito graves e ACM Neto precisa se explicar. O recebimento de comissão por conta de contratos realizados com fundos de pensão e outras relações jurídicas precisa ser explicado. E quem quer governar o estado da Bahia precisa assumir essa responsabilidade”, declarou.

Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada, que Neto e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, recebiam 10% dos valores investidos por institutos de previdência e outras entidades no Banco Master.

Segundo o empresário, a atuação dos dois teria ajudado a captar cerca de R$2 bilhões para a instituição.
O candidato classificou as acusações como “fantasiosas e mentirosas” e afirmou que a proposta de delação não foi homologada pelas autoridades. Rueda negou irregularidades e afirmou que os contratos citados são lícitos.

Vasconcelos mencionou também as polêmicas envolvendo a produção e financiamento do filme “Dark House”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Enquanto isso, temos a situação do filme Dark Horse e os recursos solicitados pelo Flávio Bolsonaro, recursos milionários, diga-se de passagem, sendo colocados para debaixo do tapete. É fundamental que as investigações se aprofundem e que a sociedade brasileira possa ter a devida transparência em relação a esta situação criminosa”, defendeu o vereador.

Nesta quinta-feira (10), o deputado federal Mario Frias (PL) foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na Operação Make Up, que investiga supostos desvios de recursos de emendas parlamentares destinados ao filme Dark Horse.

No mesmo período, Dino proibiu o deputado de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados no inquérito sobre o filme Dark Horse.

A produtora Karina Gama, responsável pela obra, também foi alvo da ação. Segundo a coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Gama tem sido pressionada a fechar acordo de delação premiada.