POLÍTICA


PF suspeita que Mário Frias integra organização criminosa para desviar recursos públicos

Deputado foi alvo de busca e apreensão na Operação Make Up, que investiga supostos desvios de emendas destinadas ao filme Dark Horse

Foto: Câmara dos Deputados

 

A Polícia Federal suspeita que o ex-ator e deputado federal, Mário Frias (PL), faz parte de uma possível organização criminosa especializada em desviar recursos públicos.

De acordo com relatórios da PF, existe uma coincidência entre as movimentações financeiras da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e emendas parlamentares enviadas por Frias a ONGs.

Conforme a corporação, essas instituições que receberam os recursos públicos do parlamentar seriam chefiadas por Karina Gama, dona da produtora que desenvolveu o longa.

O documento que consta a informação teve o sigilo retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. O magistrado também proibiu que Frias deixasse o Brasil ou se comunicasse com outros investigados do caso dos repasses para o longa-metragem.

“As diligências preliminares indicam ‘a possível ocorrência de crimes, notadamente desvios de recursos públicos, praticados por organização criminosa — integrada pelo deputado federal Mário Frias – que teria direcionado verbas federais, via termos de fomento custeados por emendas parlamentares”, diz um trecho dos relatórios.

O deputado foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta quinta-feira (10) na Operação Make Up, que investiga supostos desvios de recursos de emendas parlamentares destinados ao filme Dark Horse.

Além da operação, Dino proibiu Frias de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados no inquérito sobre o filme Dark Horse.