ELEIÇÕES


Após estreia do horário eleitoral, Wagner diz que ‘o jogo começa agora’ e relembra vitória sobre carlismo

Senador afirmou que comunicação com o eleitor será decisiva e recordou campanha de 2006, quando venceu Paulo Souto

Foto: Thassio Ramos/Assessoria

 

O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) afirmou, nesta segunda-feira (31), que a disputa eleitoral “começa agora”, com o início da propaganda no rádio e na televisão. A declaração foi feita durante um encontro com ex-prefeitos e ex-prefeitas, em Salvador. Nas inserções, Wagner aparece ao lado do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e do ex-ministro Rui Costa, também candidatos nas eleições deste ano.

“O povo só entra mesmo na eleição quando começa a novela eleitoral. É aí que nós vamos saber o que está passando na cabeça de todo mundo”, disse Wagner. O senador usou a própria trajetória política para defender que o resultado da disputa só é definido nas últimas semanas de campanha.

Como exemplo, Wagner relembrou a eleição de 2006, quando disputou o governo da Bahia contra o então governador Paulo Souto. Na época, aparecia atrás nas pesquisas e era considerado azarão. “O pessoal me dizia: ‘não vai dar’, e eu respondia ‘calma, me dê 15 dias de programa de televisão’, que vou lhe dizer se a gente vai ou não vai ganhar a eleição”, recordou.

Diante de quase 200 ex-prefeitos e ex-prefeitas, o senador também contou sobre um episódio da campanha que, segundo ele, reforçou sua confiança na vitória que encerrou o ciclo de governos ligados ao carlismo na Bahia. Wagner relatou que sua comitiva saiu de Monte Santo às 7h e passou por oito cidades da região do Sisal no mesmo dia. Ao retornar para Salvador e avaliar a recepção que teve durante o percurso, afirmou à equipe: “Nós vamos ganhar a eleição.”

Apesar de destacar a importância da propaganda eleitoral, Wagner afirmou que os investimentos apresentados no rádio e na televisão devem ser avaliados pelo impacto na vida da população. “Enquanto tiver um ser humano sem luz, sem água, sem habitação, sem educação e sem saúde, para nós, vale a pena qualquer recurso para levar isso lá. Isso é da escola de Lula”, concluiu.