ELEIÇÕES


Oposição aponta falha de execução após PT baiano reciclar promessas em plano de governo

Levantamento da Folha de S.Paulo revela reaproveitamento de 29 projetos no estado; Adversários políticos criticam atrasos em obras de infraestrutura e citam falta de planejamento

Fotos: Agência Brasil | Câmara Municipal de Salvador

Politícos do Partido Liberal e do União Brasil criticaram o plano de governo do atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), nesta terça-feira (1). As reações ocorrem após o jornal Folha de S.Paulo revelar a inclusão de 29 promessas antigas do partido no documento atual.

O candidato ao Senado João Roma (PL) citou os dados da Folha para criticar a gestão petista. “Agora nós temos um levantamento com a demonstração de que pelo menos 29 das 80 promessas analisadas no plano de governo de Jerônimo já apareceram em programas anteriores do próprio PT”, afirmou.

Roma avaliou a repetição de projetos como um problema crônico da atual administração. “O problema é que agora a repromessa virou método de governo. O baiano não precisa de uma promessa nova para uma obra velha”, declarou o político.

Ele rejeitou a justificativa de complexidade para o atraso de obras como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste e o Porto Sul, destacando a regência de 20 anos do partido. “Há um problema de capacidade de execução e, sobretudo, uma enorme distância entre aquilo que o PT anuncia e aquilo que efetivamente entrega”, acrescentou Roma.

O vereador Claudio Tinoco (União) classificou o documento oficial como um “copia e cola”. Ele relacionou a elaboração do plano estadual ao uso de arquivos das gestões passadas.

Tinoco acusou o governador de desprezar a população com o Programa de Governo Participativo. “A gestão de Jerônimo Rodrigues não tem planejamento, não conseguiu apresentar um plano de desenvolvimento da Bahia”, afirmou.

Para o parlamentar, as promessas repetidas expõem a realidade do Executivo. “Esse é o retrato de um grupo político que não sabe o que fazer, cansou de repetir promessas e se mostrou incapaz e incompetente para executar projetos”, concluiu Tinoco.