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Zema detalha plano para reduzir juros a 6% ao ano e chama governo vigente de ‘pró-bilionário’

Candidato do Novo defende reformas fiscais, privatizações e autonomia do Banco Central durante evento em São Paulo

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, criticou a política monetária nacional e prometeu reduzir a taxa de juros a 6% ao ano nesta segunda-feira (17), em São Paulo. A declaração ocorreu durante encontro promovido por um banco privado.

O evento contou também com a participação dos candidatos Geraldo Alckmin (PSB), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Na oportunidade, Zema associou a atual taxa de juros à concentração de renda no país.

“Hoje, temos governo pró-bilionário. Quem tem dinheiro aplicado nada de braçada no Brasil. Quem tem dívida está morrendo”, afirmou.

Segundo Zema, a atual política de juros amplia a concentração de renda porque beneficia principalmente quem possui recursos financeiros investidos.

“O Brasil tem concentração de renda muito maior do que o Bolsa Família diz redistribuir. Maior concentração da história devido á taxa de juros. Só ganha quem tem recurso financeiro aplicado”, disse.

Zema afirmou que o objetivo é levar a taxa a 6% ao ano. “Vou cortar ainda mais que o Temer cortou. Meu corte vai ser mais profundo e isso baixará a taxa de juros”, declarou.

Segundo a CNN, o candidato defendeu privatizações de empresas públicas e uma reforma da Previdência como medidas para reduzir as despesas do governo federal. Ele também defendeu reforma administrativa para reduzir o tamanho do Estado e afirmou que a carga tributária começará a cair em um eventual governo.

Sobre a Previdência, disse que o aumento da expectativa de vida exige mudanças nas regras. “Não adianta querer enganar o povo que não tem como fugir dela. Eu sou aquele pai que fala para o filho a verdade, não que fica enganando que o mundo é cor de rosa”, afirmou.

O candidato também defendeu mudanças nos programas sociais para combater fraudes e exigir contrapartidas dos beneficiários, como conclusão dos estudos e aceitação de ofertas de emprego.

Zema também definiu seus objetivos para com o Banco Central. “Quero o Banco Central totalmente independente, como a lei já prevê, sem nenhuma intromissão do Poder Executivo”, afirmou.

Segundo o candidato, a combinação entre controle de gastos e autonomia do Banco Central seria necessária para reduzir os juros e, consequentemente, o custo de produção no país.

Zema também citou a simplificação da legislação tributária e uma mudança na legislação trabalhista como medidas para reduzir o chamado Custo Brasil.