MUNDO


Papa Leão 14 pede fim da violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia

Israelenses avançam sobre o território e cortam luz e água de casas

Foto: Vatican News

 

O papa Leão 14 cobrou neste domingo (16) uma ação da comunidade internacional para conter a violência contra palestinos na Cisjordânia ocupada e defendeu a criação de dois Estados como caminho para uma “paz justa e duradoura”. A declaração ocorre em meio a uma onda de ataques de colonos israelenses e ao cerco à vila de Qusra.

Colonos israelenses cercaram casas após cortar o fornecimento de água e eletricidade, em uma ação que grupos de direitos humanos classificaram como coordenada para tomar mais terras e avançar sobre áreas onde os palestinos pretendem estabelecer um Estado.

“Renovo meu apelo pelo fim da violência repetida contra a população civil palestina na Cisjordânia”, disse o papa, sem mencionar confrontos ou ataques específicos.

“Peço urgentemente à comunidade internacional que tome medidas para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura”, acrescentou o papa após as orações do meio-dia, em sua residência em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.

O Vaticano apoia há décadas a criação de um Estado palestino. Mais de 150 dos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) reconhecem a Palestina, que reivindica a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

O governo de coalizão de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, supervisionou uma expansão dos assentamentos na Cisjordânia. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a política tem como objetivo impedir a criação de um Estado palestino.

As Nações Unidas e a maioria dos governos consideram os assentamentos ilegais segundo o direito internacional relacionado à ocupação militar. Israel ocupou a Cisjordânia na guerra de 1967, mas afirma que o território é disputado, e não ocupado.