JUSTIÇA


PF investiga vice-líder do governo por suposta lavagem de verbas do INSS em inquérito no STF

Operação cumpriu mandados contra familiares do senador Weverton Rocha e apura uso de imóveis, aeronaves e postos de combustível

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares e associados do senador Weverton Rocha (PDT), vice-líder do governo no Senado, na última terça-feira (4). A medida, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), integra apuração sobre suposta estrutura de lavagem de dinheiro oriunda de desvios no INSS.

A ação atual decorre da análise do telefone celular do parlamentar, confrontada com elementos colhidos na Operação Sem Desconto. A apuração foca o desvio sistemático de recursos previdenciários e a subsequente integração dos valores ao mercado legal por meio de operadores e empresas interpostas.

Conforme a PF, o advogado Willer Tomaz atuava como coordenador de um hub financeiro e logístico voltado à movimentação de recursos e ocultação patrimonial. Entre os bens investigados está uma mansão no Lago Sul, em Brasília, comprada por R$6 milhões por empresa ligada ao advogado, após negociações com participação atribuída ao parlamentar.

A apuração abrange postos de combustíveis administrados por parentes do senador, empresas de radiodifusão e compras de fazendas e maquinários por companhias em situação financeira crítica. Os investigadores apontam também o uso de aeronaves privadas para o transporte de valores em espécie (com registros de repasses entre R$500 mil e R$1,5 milhão) na rota entre Brasília e o Maranhão.

Em manifestação, Weverton Rocha negou irregularidades, atribuiu a ação policial a motivações políticas e declarou a origem lícita e declarada dos bens familiares. O advogado Willer Tomaz afirmou ausência de ligação com os fatos, ressaltou que não figura como investigado na Operação Sem Desconto e defendeu a regularidade de suas atividades profissionais.