ECONOMIA


Pesquisa Quaest mostra queda na percepção de piora da economia entre brasileiros

Levantamento aponta redução de cinco pontos no índice de pessoas que avaliam cenário econômico como pior

Foto: Reprodução/Ilustrativo

 

A parcela de brasileiros que avalia que a economia do país piorou caiu de 48% para 43% entre março e julho deste ano, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). Apesar da redução de cinco pontos percentuais, essa ainda é a percepção predominante entre os entrevistados.

De acordo com o levantamento, 20% afirmam que a economia melhorou nos últimos 12 meses, enquanto 33% consideram que a situação permaneceu praticamente igual. Outros 4% não souberam ou preferiram não responder.

A pesquisa também mostra que o aumento dos preços dos alimentos continua impactando o orçamento das famílias. Para 66% dos entrevistados, os produtos nos supermercados ficaram mais caros no último mês. Outros 23% disseram que os preços permaneceram estáveis e apenas 9% perceberam redução nos valores.

O cenário também reflete na percepção sobre o poder de compra. Segundo o levantamento, 68% afirmam que conseguem comprar menos hoje do que há um ano. Outros 21% disseram que o poder de compra permaneceu o mesmo, enquanto 10% relataram melhora.

A Genial/Quaest também avaliou o alcance de medidas econômicas do governo federal. Em relação à ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, 65% dos entrevistados disseram não ter sido beneficiados pela medida, enquanto 32% afirmaram ter sentido algum efeito positivo.

Entre aqueles que relataram algum impacto, 35% disseram que o benefício foi limitado e 24% afirmaram que a mudança teve impacto significativo na renda. Já 39% avaliaram que a medida não provocou alterações em sua situação financeira.

O levantamento também analisou o conhecimento da população sobre o programa Desenrola. Segundo a pesquisa, 66% dos entrevistados afirmaram conhecer a iniciativa, enquanto 34% disseram não conhecê-la. Entre os que conhecem o programa, 55% o consideram uma boa iniciativa, 20% avaliam que ele ajuda parcialmente e 21% têm uma percepção negativa.