ECONOMIA


Dívida pública do Brasil pode atingir 96,5% do PIB ao fim de 2026, diz levantamento

Estudo do Instituto Teotônio Vilela indica que país deve registrar a segunda maior alta do endividamento entre economias do G20

Foto: Freepik

 

O Brasil deve encerrar 2026 com a dívida pública equivalente a 96,5% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento divulgado pelo Farol da Oposição, núcleo de estudos do Instituto Teotônio Vilela (ITV), ligado ao PSDB. O estudo foi elaborado com base em dados e projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com a análise, a dívida brasileira era estimada em 83,9% do PIB em 2022 e deve alcançar 96,5% ao final deste ano. Caso a projeção se confirme, o aumento será de 12,6 pontos percentuais no período.

Segundo o levantamento, esse seria o segundo maior crescimento da dívida pública entre os países do G20, ficando atrás apenas da China, que deve registrar uma alta de 29,6 pontos percentuais.

O estudo também aponta que o Brasil deverá encerrar 2026 como o 22º país mais endividado do mundo. Entre as 187 economias acompanhadas pelo FMI, o país aparece na 19ª posição entre aquelas que mais ampliaram o endividamento desde 2023.

Ainda conforme a análise, além do Brasil, apenas China, Finlândia e Polônia figuram entre as economias consideradas de maior porte no grupo de países com crescimento expressivo da dívida pública no período.

O Farol da Oposição afirma que o atual cenário encontra paralelo com a evolução da dívida pública durante o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando, segundo dados do FMI citados pelo estudo, a dívida bruta passou de 61,6% para 77,4% do PIB entre 2015 e 2016.

O levantamento também destaca as projeções do Fundo Monetário Internacional para os próximos anos. Segundo a entidade, a dívida pública brasileira poderá atingir 105,5% do PIB nos quatro anos seguintes, representando um aumento de mais nove pontos percentuais em relação à estimativa para o fim de 2026.