POLÍTICA


ACM Neto diz que saúde e segurança serão prioridades em eventual gestão na Bahia

Ex-prefeito voltou a criticar a governo de Jerônimo Rodrigues, defendeu equilíbrio fiscal e prometeu endurecer o combate ao crime organizado

Foto: Assessoria

 

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta terça-feira (14), durante entrevista à Rádio Metrópole, que saúde e segurança pública serão as principais prioridades de uma eventual gestão estadual. Ele também defendeu uma administração baseada em planejamento estratégico, equilíbrio das contas públicas e cobrança por resultados, além de fazer críticas ao governo Jerônimo Rodrigues (PT).

Durante a entrevista, ACM Neto afirmou que pretende estabelecer prioridades na administração e voltou a criticar o que considera ações de caráter eleitoral por parte do atual governo.

“Eu não vou ser um governador de obras eleitoreiras de véspera de eleição. Não vou ser um governador de papel de ordem de serviço, como Jerônimo não se cansou de fazer durante todo esse tempo. Também não vou prometer obras que não saem do papel. Eles levaram o presidente da República para fazer foto como se a Ponte Salvador-Itaparica tivesse começado, mas a obra não começou. Mais uma vez enganaram as pessoas”, declarou.

Segundo o ex-prefeito, os maiores desafios da Bahia hoje estão nas áreas da saúde e da segurança pública. Ele voltou a citar a fila da regulação como um dos principais problemas do estado e disse que pretende direcionar esforços para essas áreas.

“Jerônimo disse, há quatro anos, que iria zerar a fila da regulação, mas está aí a situação da saúde no interior. Eu quero ser governador para enfrentar esses problemas. Governar é priorizar, é fazer escolhas todos os dias. Vamos começar enfrentando a saúde e a segurança. Vamos ter um governo que equilibre as contas, gaste menos com a máquina e mais com o cidadão, que tenha planejamento estratégico e visão de longo prazo”, afirmou.

Segurança pública

Ao falar sobre segurança pública, ACM Neto disse que pretende reforçar as condições de trabalho das forças policiais e endurecer o combate ao crime organizado, com foco especial no sistema prisional. Entre as propostas, ele citou o aumento do controle nas unidades prisionais e o isolamento de líderes de facções.

“Vamos botar ordem nos presídios da Bahia. Não pode continuar essa pouca vergonha que vimos em Eunápolis, Feira de Santana e na Lemos de Brito. Não vai entrar celular, não haverá comunicação com o mundo externo e tudo será fiscalizado. Chefe de facção ficará isolado. Facção criminosa não ficará reunida dentro dos presídios. O presídio virou a universidade do crime na Bahia, e mais da metade dos crimes parte de dentro do presídio. Retomar o território da Bahia será prioridade absoluta e terá o envolvimento direto do governador”, declarou.

O pré-candidato acrescentou que o enfrentamento à violência também passa por investimentos em políticas sociais, educação, cultura, esporte e geração de emprego e oportunidades para a juventude.

Críticas à parceria entre Estado e União

ACM Neto também questionou os resultados da parceria entre os governos estadual e federal, ambos comandados pelo PT. Segundo ele, obras consideradas estratégicas seguem sem avanços, apesar do alinhamento político entre as gestões.

“Jerônimo se elegeu dizendo que a parceria com o governo federal resolveria todos os problemas da Bahia. Resolveu? O fato de ser do mesmo partido fez com que a Bahia tivesse a ponte Salvador-Itaparica, a FIOL, que tá parada, ou o Porto Sul, que não existe, ou a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, que está aquela vergonha? Eles tiveram 20 anos de governo e, durante 14 anos, o presidente da República era do mesmo partido. Se ser do mesmo partido resolvesse os problemas, a Bahia não viveria a situação que vive hoje”, afirmou.