POLÍTICA


Lula faz gesto obsceno ao criticar frase sobre pobres durante evento no Planalto

Presidente mostrou o dedo do meio ao rebater a ideia de que pessoas de baixa renda não valorizam produtos e serviços de qualidade

Foto: Reprodução/YouTube/CanalGov

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto obsceno durante um evento oficial do governo federal nesta sexta-feira (3), ao criticar a afirmação de que pessoas pobres não gostam de produtos e serviços de qualidade.

A declaração ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou uma série de anúncios e entregas nas áreas de habitação, saúde e educação, às vésperas do início das restrições previstas pela legislação eleitoral.

Ao defender políticas públicas voltadas à população de baixa renda, Lula rebateu o que classificou como preconceito contra os mais pobres.

“Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, afirmou o presidente, enquanto mostrava o dedo do meio. “Nós gostamos de coisas boas.”

Durante o discurso, Lula também elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS) e destacou programas destinados à ampliação do acesso a serviços de saúde.

Ao citar o programa Brasil Sorridente, o presidente afirmou que o objetivo é garantir à população mais pobre acesso a tratamentos e equipamentos de qualidade.

“O que a gente quer dar para essa gente é o direito de ter máquina moderna para fazer tratamento”, declarou.

Lula também criticou pessoas que afirmam não depender do sistema público de saúde por possuírem planos privados.

“O rico fala: ‘Tenho bom plano de saúde’. Ele não paga porra nenhuma. Ele desconta no Imposto de Renda o que paga de plano de saúde. Se ele desconta no IR, quem paga somos nós”, disse.

Restrições eleitorais

O evento ocorreu na véspera do início das restrições impostas pelo período eleitoral. A partir deste sábado (4), faltando três meses para o primeiro turno, passam a valer limitações previstas na legislação para evitar o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.

Entre as medidas estão restrições à publicidade institucional do governo e à participação de agentes públicos em inaugurações de obras.

Na quinta-feira (2), Lula já havia criticado as regras do período eleitoral, classificando as restrições como uma “papagaiada desgraçada”.