POLÍTICA


Diretor-geral da PF diz que sanção dos EUA prejudicou investigação contra operadores do PCC

Segundo Andrei Rodrigues, divulgação antecipada de sanções levou a Polícia Federal a acelerar operação e dificultou a localização de um dos principais investigados

Foto: Reprodução/Polícia Federal

 

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que as sanções impostas pelos Estados Unidos contra brasileiros apontados como operadores financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) prejudicaram uma investigação conduzida pela corporação. Segundo ele, a medida obrigou a PF a antecipar a deflagração da Operação Exchange, comprometendo parte das diligências e impedindo a localização de um dos investigados.

A operação foi realizada nesta sexta-feira (3) para desarticular uma organização suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, incluída na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por supostos vínculos com o PCC. Já o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como operador financeiro do grupo, segue foragido.

O diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, explicou que Shimada já era alvo da investigação antes mesmo da decisão do governo norte-americano. Segundo ele, a representação da PF e a autorização judicial para as medidas cautelares foram emitidas antes do decreto dos Estados Unidos que passou a equiparar facções criminosas a organizações terroristas.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação ainda estava em fase de diligências para confirmar informações e localizar o suspeito quando a divulgação das sanções levou à antecipação da operação. A corporação afirma já possuir elementos que apontam a participação de Shimada como operador financeiro do esquema criminoso.