BRASIL


PF descarta acordo de delação premiada com Vorcaro por falta de informações inéditas, diz diretor

Andrei Rodrigues afirma que proposta de Daniel Vorcaro não contribui para o avanço das investigações

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3), durante entrevista coletiva na sede da corporação, em Brasília, que não há, neste momento, interesse técnico em firmar um novo acordo de delação premiada com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Segundo Rodrigues, a proposta apresentada pelo empresário não atende aos requisitos previstos em lei para a celebração de um acordo de colaboração, pois não traz informações inéditas nem elementos capazes de contribuir para o avanço das investigações.

“De fato, não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem que essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já é do nosso conhecimento”, pontuou o diretor-geral.

Andrei Rodrigues ressaltou que o entendimento da Polícia Federal segue critérios técnicos e vale para qualquer investigação. Segundo ele, a celebração de um acordo de colaboração depende do cumprimento dos requisitos previstos na legislação, incluindo a apresentação de provas ou informações inéditas.

“Não é o fato da polícia querer ou não. Isso eu falo da nossa gestão e da nossa equipe. É uma questão técnica, pois de fato, nós temos muitos elementos já coletados na investigação. A delação tem requisitos previstos que tem que trazer acréscimo, geração de provas, algo que ainda não temos”, acrescentou.

A PF já rejeitou outras duas propostas de delação premiada apresentadas por Daniel Vorcaro. De acordo com a corporação, o empresário não apresentou elementos novos além daqueles que já haviam sido reunidos durante as investigações.