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Fazenda prevê gastar R$ 7,5 mi com cadeiras e computadores para órgão em teletrabalho

Ministério admite não ter realizado estudo específico sobre ocupação das instalações da Secretaria do Tesouro Nacional antes das aquisições

Foto: Pete Linforth/Pixabay

 

O Ministério da Fazenda prevê gastar R$ 7,5 milhões na compra de computadores e cadeiras para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), mesmo sem ter realizado um estudo específico para dimensionar a necessidade dos equipamentos. A informação consta em documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Segundo o próprio ministério, não houve “estudo ou diagnóstico formal específico” sobre a quantidade de pessoas que utilizam as instalações da STN, nem um levantamento detalhado por categoria de servidores e colaboradores. Com informações da coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles.

A aquisição ocorre em um contexto em que mais da metade dos funcionários da Fazenda atua em regime de teletrabalho. Dados do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) indicam que 56% dos servidores da pasta trabalham de forma remota, integral ou parcialmente.

A maior parte dos recursos, cerca de R$ 4,69 milhões, será destinada à compra de 550 computadores de mesa e 700 cadeiras de escritório. Também está prevista a aquisição de 300 notebooks, elevando o custo total para R$ 7,53 milhões.

Cada computador de mesa custará cerca de R$ 6.830, enquanto as cadeiras têm valor unitário de R$ 1.340. Os notebooks foram contratados por aproximadamente R$ 9.480 cada.

Até o início de junho, segundo informações fornecidas pela própria pasta, os notebooks ainda não haviam sido entregues. Parte das cadeiras e computadores também permanecia sem instalação completa no prédio da secretaria.

Fazenda diz que utilizou estimativas

Em resposta ao pedido de informações, o ministério afirmou que o planejamento foi baseado em estimativas elaboradas a partir dos registros funcionais dos servidores vinculados ao Tesouro Nacional.

Segundo a pasta, foram considerados os funcionários em regime presencial ou de teletrabalho parcial. O órgão também argumenta que servidores em teletrabalho integral podem utilizar as dependências da secretaria quando necessário.

A Fazenda afirma ainda que a renovação dos equipamentos atende a necessidades operacionais, de segurança da informação e de substituição de mobiliário e computadores ao fim de sua vida útil.

Teletrabalho avançou após a pandemia

Dados do MGI mostram que a participação de servidores em teletrabalho na Fazenda cresceu nos últimos anos. Em maio deste ano, a pasta registrava cerca de 19 mil vínculos funcionais, dos quais 10,6 mil estavam em alguma modalidade de trabalho remoto.

Desse total, aproximadamente 6,3 mil atuavam em regime híbrido e cerca de 5 mil em teletrabalho integral. Os demais exerciam suas atividades exclusivamente de forma presencial.

No Tesouro Nacional, servidores em regime híbrido precisam cumprir ao menos 32 horas mensais de trabalho presencial, o equivalente a aproximadamente quatro dias por mês nas instalações do órgão, em Brasília.