ELEIÇÕES


Lula lidera em seguidores nas redes; Flávio Bolsonaro domina engajamento a três meses da eleição

Levantamento da consultoria Bites mostra que petista mantém maior audiência digital, enquanto senador foi presidenciável com maior capacidade de mobilização no primeiro semestre

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Lula Marques/ Agência Brasil

 

A três meses das eleições gerais, os principais presidenciáveis apresentam desempenhos distintos nas redes sociais. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue com a maior base de seguidores, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera os indicadores de engajamento e crescimento digital.

Os dados são de um levantamento da consultoria Bites, realizado a pedido da CNN, que analisou o desempenho dos pré-candidatos nas principais plataformas digitais ao longo do primeiro semestre.

Lula encerrou junho com 38,9 milhões de seguidores somados entre Instagram, TikTok, Facebook, X e YouTube, mantendo a maior audiência entre os nomes monitorados.

Flávio Bolsonaro aparece na segunda posição, com 21 milhões de seguidores, mas foi quem registrou o maior crescimento absoluto no período. O senador ganhou cerca de 5,6 milhões de novos seguidores entre janeiro e junho, uma alta de 36%. No mesmo intervalo, Lula ampliou sua base em 1,8 milhão de seguidores, crescimento de 5%.

Flávio lidera tração

Se Lula lidera em audiência, Flávio Bolsonaro aparece à frente quando o critério é capacidade de mobilização.

A consultoria acompanha um indicador chamado tração, que mede a repercussão e o engajamento gerados pelos conteúdos publicados nas redes sociais. Nesse quesito, Flávio liderou 21 das 26 semanas analisadas entre janeiro e junho.

O senador foi superado em apenas cinco ocasiões: três vezes por Romeu Zema e duas por Lula.

O presidente liderou o indicador no início de janeiro, durante a repercussão do veto ao chamado PL da Dosimetria, e voltou a ocupar a primeira posição entre o fim de maio e o início de junho, após publicar um vídeo em defesa da soberania brasileira.

Já Zema registrou os maiores picos de tração em março e no fim de abril, período em que intensificou críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da série de publicações intitulada “Os Intocáveis”.