ECONOMIA


Confiança do empresariado baiano recua em junho

Resultado representa 29ª pontuação abaixo de zero em sequência; Setor de Agropecuária registrou maior avanço de confiança no mês, enquanto Comércio apresentou maior recuo

Foto: Reprodução/Ilustrativo

 

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), métrica calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) para monitorar as expectativas do setor produtivo do estado, marcou -133 pontos em junho, numa escala que vai de -1.000 a 1.000 pontos, indicando, assim, um cenário de Pessimismo Moderado (intervalo de -250 pontos a zero ponto).

Trata-se da 29ª pontuação abaixo de zero em sequência. Ao registrar -133 pontos, o ICEB apontou recuo da confiança em relação a maio (quando o indicador marcou -115 pontos), encolhimento após ter aumentado.

A queda em comparação ao mês imediatamente antecedente foi de 18 pontos, oscilação menor do que a registrada de abril a maio, quando havia ocorrido uma alta de 30 pontos, indicando que somente parte da reação observada no mês de maio foi suprimida.

Apesar de se tratar apenas de uma reversão parcial quanto ao avanço em maio, o recuo da confiança empresarial em junho não deve ser entendido como uma simples acomodação, segundo Luiz Fernando Lobo, especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais.

“Ele integra um movimento mais amplo de declínio, contribuindo com o saldo líquido negativo do indicador no primeiro semestre”, afirmou. Além disso, destacou que “a confiança assumiu o segundo menor patamar do ano”.

A baixa da confiança de maio a junho não aconteceu de forma generalizada, visto que dois dos quatro grupos expressaram progresso: Agropecuária e Indústria. O setor de Agropecuária foi o que registrou o maior avanço de confiança no mês, enquanto o Comércio apresentou o maior recuo.

Ao final, em junho, nenhum dos quatro setores assinalou pontuação superior a zero. Os resultados foram: Agropecuária, -72 pontos; Indústria, -152 pontos; Serviços, -140 pontos; e Comércio, -122 pontos. Enquanto o setor de Agropecuária foi o de pontuação mais favorável, a atividade de Indústria registrou o menor nível de confiança pela segunda vez seguida.

Além do mais, do conjunto avaliado de assuntos, os temas crédito, situação financeira e inflação foram aqueles com as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, as variáveis câmbio, exportação e juros apresentaram os indicadores de confiança em situação menos desfavorável no mês.