ECONOMIA


China prepara plano de US$ 295 bilhões para expandir infraestrutura de IA, diz Bloomberg

Novo plano de política quinquenal da China delineou suas ambições de adotar agressivamente a IA em toda a segunda maior economia do mundo

Foto: Reprodução/UBTECH

 

A China planeja investir cerca de 2 trilhões de iuanes (US$ 295,4 bilhões) nos próximos cinco anos na construção de centros de dados em todo o país, segundo informações divulgadas pela Bloomberg News nesta terça-feira (9). A iniciativa faz parte da estratégia de Pequim para acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial e ampliar sua competitividade frente aos Estados Unidos. As informações são da InfoMoney.

De acordo com a reportagem, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma está entre os órgãos responsáveis pela elaboração de um plano para criar uma rede nacional de centros de computação interligados.

A proposta integra o novo plano quinquenal do governo chinês, que estabelece metas para ampliar o uso da inteligência artificial em diversos setores da economia e fortalecer áreas consideradas estratégicas, como computação quântica e robótica humanoide.

Segundo a Bloomberg, empresas estatais como China Mobile e China Telecom deverão operar a maior parte dos data centers e garantir a integração da infraestrutura.

O projeto também prevê priorizar fornecedores nacionais. A expectativa é que empresas chinesas, como a Huawei Technologies, forneçam ao menos 80% das tecnologias utilizadas, incluindo chips para inteligência artificial, reduzindo a dependência de fabricantes estrangeiros como Nvidia e AMD. Os detalhes do plano, no entanto, ainda estão em discussão e podem sofrer alterações.

A iniciativa ocorre em meio à intensificação da disputa global pela liderança em inteligência artificial. Nos Estados Unidos, a expectativa é que as grandes empresas de tecnologia invistam mais de US$ 700 bilhões neste ano em projetos ligados à expansão da IA.

No ano passado, a Reuters informou que o governo chinês passou a exigir que novos projetos de data centers financiados com recursos estatais utilizem exclusivamente chips de inteligência artificial produzidos no país.