ECONOMIA


Correios terão pior resultado da história, mas plano prevê recuperação, diz ministra

Em entrevista ao jornal O Globo, Esther Dweck afirma que prejuízo e déficit já eram esperados no processo de reestruturação

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

Os Correios devem registrar em 2026 o pior resultado de sua história, mas a deterioração das contas já está prevista no plano de reestruturação da estatal, segundo a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Em entrevista ao jornal O Globo, Dweck afirmou que a expectativa do governo é de que, após esse período, a empresa volte a apresentar bons indicadores.

No primeiro trimestre, os Correios registraram prejuízo de R$3,2 bilhões. Segundo a
economista filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), o resultado negativo ficou até abaixo da previsão traçada pela administração da companhia. A ministra afirmou que a estatal também deve encerrar o ano com um déficit elevado, mas ressaltou que isso não representa descontrole.

De acordo com ela, parte dessa piora nas contas está ligada ao empréstimo de R$12 bilhões que entrou no caixa da empresa apenas no fim de 2025 e começou a ser utilizado neste ano. Os recursos, afirmou, vêm sendo direcionados à renegociação com credores e fornecedores, em uma tentativa de reduzir custos e reorganizar a operação.

Dweck também defendeu que, apesar de resultados negativos em algumas frentes, como o programa de demissão voluntária, os Correios têm avançado em medidas consideradas estruturais, com a estatal fechando novas parcerias, retomando contratos e melhorando prazos de entrega.

Ao comentar o rombo primário das estatais federais entre janeiro e abril, Dweck declarou que as maiores pressões vêm de Correios e Emgepron. No caso dos Correios, o déficit decorre da diferença entre receitas e despesas e se converte efetivamente em prejuízo. Já a Emgepron, afirmou, teve déficit elevado por causa do volume de investimentos, apesar de ter registrado lucro.