POLÍTICA


Temer minimiza debate sobre terrorismo e defende cooperação internacional contra facções

Ex-presidente afirma que prioridade deve ser o combate ao crime organizado e considera fundamental a articulação entre países para enfrentar grupos criminosos

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

 

O ex-presidente Michel Temer defendeu nesta segunda-feira (1º) a cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado e minimizou as discussões sobre os impactos da classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais pelo governo norte-americano.

Durante participação no Fórum de Lisboa 2026, Temer afirmou que a principal preocupação deve ser a segurança da população brasileira. “A soberania que interessa é a tranquilidade do brasileiro. Então se isso importar na eliminação desses grupos, para o meu paladar, o que vale é combater o crime organizado”, declarou.

O ex-presidente também classificou como secundário o debate sobre a nomenclatura adotada pelos Estados Unidos e avaliou que a discussão tem sido influenciada pelo cenário político. “O que vale é combater o crime organizado”, afirmou Temer.

Segundo Temer, as organizações criminosas atuam além das fronteiras nacionais, o que exige cooperação entre diferentes países. Ao lembrar ações realizadas durante seu governo, ele citou a atuação de Alexandre de Moraes na articulação com o Paraguai para o enfrentamento do tráfico de drogas na região de fronteira.

“Se é terrorista ou se não é terrorista é de pouca relevância”, afirmou o ex-presidente, ao defender que os esforços estejam concentrados no combate às organizações criminosas e na ampliação da cooperação internacional na área de segurança.