JUSTIÇA


STF desembolsa R$ 42,5 milhões com pagamento de pensões em 12 meses

Benefícios são destinados, principalmente, a viúvas e filhas solteiras de ex-ministros e ex-servidores da Corte

Foto: Fellipe Sampaio /STF

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) desembolsou cerca de R$ 42,5 milhões com o pagamento de pensões entre maio de 2025 e abril de 2026. Os benefícios são destinados principalmente a viúvas e filhas solteiras de ex-ministros e ex-servidores da Corte. A informação é da revista Oeste.

Os dados constam no Relatório de Gestão Fiscal referente ao primeiro quadrimestre de 2026, divulgado durante a gestão do presidente do STF, Edson Fachin.

De acordo com o documento, o gasto médio mensal com pensões no período foi de aproximadamente R$ 3,5 milhões. O maior desembolso ocorreu em janeiro deste ano, quando os pagamentos somaram quase R$ 5 milhões.

Os benefícios pagos a viúvas e filhas de cerca de 140 magistrados falecidos possuem caráter vitalício.

Ainda segundo o relatório de gestão de 2025, as despesas com aposentadorias e pensões representam quase 20% do orçamento administrado pelo Supremo. No mesmo ano, a Corte geriu mais de R$ 1 bilhão.

Pensões para filhas de ex-ministros

Em alguns casos, os valores pagos alcançam o teto remuneratório do funcionalismo público, atualmente superior a R$ 45 mil por mês.

Entre os beneficiários estão Maria Ayla de Vasconcelos, filha do ex-ministro Abner de Vasconcelos, e Maria Lúcia Rangel de Alckmin, filha do ex-ministro José Geraldo de Alckmin, ambas com pensões equivalentes ao teto do funcionalismo.

Também consta na lista Alda Gontijo Correia, viúva do ex-ministro e ex-senador Maurício Corrêa, que recebe benefício superior a R$ 40 mil pago pelo STF. Segundo o levantamento, o valor é complementado por uma pensão recebida do Senado Federal.