POLÍTICA


Rosemberg ironiza movimento de ACM Neto: “É o PGP da Shopee”

Deputado afirmou que iniciativa chega tarde e revela mais uma reação eleitoral do que uma disposição real de escuta

Foto: Jones Almeida/ Assessoria

 

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rosemberg Pinto (PT), ironizou nesta quarta-feira (27) o lançamento do movimento “Sua Voz é a Nossa Voz”, anunciado por ACM Neto como tentativa de ouvir a população baiana antes da campanha. Para o parlamentar, o ex-prefeito de Salvador tenta agora copiar, de forma improvisada, o Programa de Governo Participativo conduzido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Nosso PGP fez ele sair do ar-condicionado. Agora que resolveu dizer que vai ouvir a Bahia, aparece com esse PGP da Shopee”, provocou Rosemberg.

Rosemberg afirmou que a iniciativa chega tarde e revela mais uma reação eleitoral do que uma disposição real de escuta. Para ele, Neto teve tempo suficiente para conhecer melhor a Bahia, mas passou os últimos anos distante da vida concreta dos municípios.

“Ele está há dez anos desempregado e podia ter aproveitado esse tempo para conhecer a Bahia de verdade. Agora, às vésperas da campanha, quer posar de popular e democrático. A Bahia sabe quem ele é”, afirmou o deputado.

ACM Neto afirmou que pretende realizar encontros no interior, além de reuniões menores em Salvador, com a promessa de alcançar os 417 municípios baianos.

O parlamentar também comparou o movimento anunciado por ACM Neto ao PGP liderado por Rodrigues, que, segundo ele, foi construído com escuta da população e transformação das demandas em propostas de governo e entregas concretas.

“Quem sabe fazer PGP de verdade é Jerônimo. Foi para o meio do povo, ouviu agricultor, professora, comerciante, estudante, trabalhador, liderança comunitária. O que saiu dali virou proposta, virou programa e virou entrega na vida das pessoas”, disse Rosemberg.

Rosemberg afirmou ainda que há diferença entre escuta popular e encenação de pré-campanha. Para ele, o movimento de Neto tenta produzir aparência de participação, enquanto Jerônimo já incorpora o diálogo com os municípios na sua gestão.

“Ouvir o povo não é montar evento, fazer fotografia e repetir frase bonita. Ouvir o povo é voltar com obra, com serviço, com escola, com hospital, com estrada, com água, com comida na mesa e oportunidade. Isso Jerônimo faz todos os dias”, acrescentou.

O deputado também ironizou o nome do movimento lançado. “Ele pode chamar de ‘Sua Voz é a Nossa Voz’, pode chamar de maratona, pode chamar do que quiser. No fundo, é a velha política tentando vestir roupa nova. Só que a Bahia já aprendeu a diferenciar quem aparece para ouvir em época de eleição e quem governa olhando no olho do povo”, afirmou.