POLÍTICA


‘Segurança pública não é propaganda’, diz Capitão Alden ao criticar violência na Bahia

Deputado afirmou que população quer “resultado” e citou dados sobre vítimas de arma de fogo atendidas pelo SUS no estado

Foto: Hilda Santos/MundoBA

 

O deputado federal Capitão Alden (PL) criticou na última segunda-feira (11) a segurança pública na Bahia, afirmando que o governo “tenta convencer a população de que está tudo melhorando”.

“A pergunta é simples: até quando a Bahia vai continuar liderando estatísticas da violência enquanto tentam convencer a população de que está tudo melhorando? Segurança pública não é propaganda. O povo quer resultado, quer viver sem medo e quer voltar a ter liberdade para circular sem receio de virar estatística”, disse o parlamentar em entrevista ao Pinga Fogo Podcast, do MundoBA.

Alden disse ainda que dados oficiais do Ministério da Saúde mostram que 39.457 pessoas foram atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia por ferimentos provocados por arma de fogo entre 2007 e abril de 2025, gerando um custo superior a R$ 69 milhões aos cofres públicos.

O dado surge em um momento em que a Bahia voltou a liderar os índices nacionais de violência. Em 2025, o estado registrou cerca de 3,9 mil mortes violentas e retomou a primeira posição do país em números absolutos.

“Mas eu vou dizer uma coisa: esse valor é muito maior na prática. Porque a tabela do SUS não mostra a dor de uma mãe que vê o filho paraplégico. Não mostra o trabalhador que nunca mais consegue andar. Não mostra a criança traumatizada pelo resto da vida. Não mostra a família que perde sua renda porque alguém ficou incapacitado”, afirmou Capitão Alden.

O parlamentar ainda afirmou que, mesmo quando a vítima sobrevive a um disparo, as consequências da violência continuam impactando sua vida.

“A Bahia vive uma epidemia silenciosa de vítimas da violência. O problema é que muitos governantes olham apenas para quem morreu. Mas quem sobrevive baleado também paga um preço altíssimo físico, emocional e financeiro. Quando a bala não mata, ela deixa sequelas graves: paralisia, amputação, danos neurológicos, deficiência permanente e trauma psicológico. Estamos falando de milhares de pessoas que sobrevivem, mas têm suas vidas completamente transformadas. E tudo isso acontece em um estado tomado pelo medo”, disse o deputado.