POLÍTICA


Lula chama Eduardo Bolsonaro de ‘filho fujão’ ao criticar gestão da pandemia

Presidente voltou a responsabilizar governo Bolsonaro pela condução da Covid-19 durante cerimônia em memória das vítimas da doença

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar, nesta segunda-feira (11), a condução da pandemia de Covid-19 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante cerimônia de sanção da lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, Lula chamou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) de “filho fujão” e o acusou de disseminar desinformação sobre a doença.

Ao citar declarações feitas por Jair Bolsonaro em dezembro de 2020, o presidente afirmou que o então chefe do Executivo minimizava a gravidade da pandemia e questionava a vacinação.

“Essa frase foi publicada no canal do seu filho, aquele fujão que está nos EUA tentando pregar um golpe no Brasil”, declarou Lula durante o evento.

O presidente também voltou a associar a gestão Bolsonaro às quase 700 mil mortes registradas no país durante a pandemia. Apesar das críticas, Lula afirmou que “nunca pessoalmente acusou o ex-presidente”, mas disse considerar que Bolsonaro demonstrava “ignorância absoluta” sobre o tema.

Durante o discurso, Lula ainda criticou a condução do Ministério da Saúde no governo anterior e ironizou a promessa de formação de “ministérios técnicos” feita por Bolsonaro no início da gestão.

Segundo o petista, o ex-presidente “colocou três ministros da Saúde” e apenas o primeiro “parecia entender um pouquinho de saúde”.

“O outro era vendedor de remédio e o outro era general que a impressão que dava era que não sabia absolutamente nada. A avaliação do presidente veio na mesma semana que o Brasil voltou a registrar mais de mil mortes por dia.”

Na gestão de Jair Bolsonaro, entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, quatro ministros diferentes ocuparam a chefia do Ministério da Saúde:

Luiz Henrique Mandetta: médico de formação, foi substituído após divergências com o Planalto sobre isolamento social e tratamento preventivo;
Nelson Teich: também formado em medicina, permaneceu no cargo pouco menos de 1 mês, pedindo demissão ao alegar falta de autonomia na condução do ministério;
General Eduardo Pazuello: atualmente deputado federal pelo Rio de Janeiro, comandou o ministério por boa parte da pandemia, sendo exonerado em março de 2021;
Marcelo Queiroga: médico cardiologista, esteve à frente da pasta até o final do governo Bolsonaro.

Com informações da CNN Brasil