POLÍTICA


Aladilce pede que prefeitura explique alagamentos após investimento de R$ 293 mi em manutenção urbana

Líder da oposição na Câmara protocolou ofício cobrando cópias e os resultados dos contratos assinados em dezembro de 2025

Foto: Divulgação/Victor Queirós

 

A líder da oposição na Câmara Municipal, Aladilce Souza (PCdoB), pediu que a Prefeitura de Salvador explique os alagamentos na cidade após investimento de R$ 293 milhões em manutenção urbana.

A vereadora protocolou, nesta sexta-feira (24), ofício dirigido à Secretaria de Manutenção da Cidade (Seman), com cópia para a Secretaria da Fazenda, cobrando cópias e os resultados dos contratos assinados em dezembro de 2025, no total de R$ 293 milhões, com quatro empresas de manutenção urbana: Jotagê Engenharia (R$ 74 milhões), Roble Serviços (R$ 77 milhões), Construtora BSM (R$ 72 milhões) e Metro Engenharia (R$ 70 milhões).

“Com os gastos milionários feitos pela prefeitura com o discurso de que estaria preparando a cidade para o previsível período de chuvas, era para Salvador estar um brinco. Mas, ao contrário, o que vimos foi a cidade alagar na primeira chuva do ano. Pelo visto o dinheiro público escorreu pelo ralo e o prefeito nos deve satisfação”, disse Aladilce.

“Apesar do valor divulgado, Salvador continua despreparada para qualquer chuvinha um pouco mais forte”, afirmou a vereadora, argumentando que vai continuar exercendo sua prerrogativa de fiscalizadora do Executivo. “Em 2025 muitos pedidos de esclarecimento ficaram sem resposta”, continuou.

Atrás do prejuízo

Os contratos envolveriam limpeza de galerias, desobstrução de canais, dragagem de bacias, repavimentação, melhoria da infraestrutura de drenagem e outros serviços necessários para prevenção de alagamentos.

“Qualquer gestor responsável sabe quais são os pontos críticos da cidade e não espera a chuva começar para correr atrás do prejuízo. Não adianta culpar santo. E as chuvas já começaram, com impactos na rotina de bairros como Cajazeiras, Pau da Lima, Cabula, Boca do Rio, Itapuã e Subúrbio Ferroviário. Até áreas centrais de Salvador, como o Vale do Canela e a Avenida Centenário, revelaram o despreparo da capital para enfrentar períodos de chuva”, disse Aladilce.