JUSTIÇA


Consultoria de R$ 3,5 mi ao Master teve 94 reuniões, 15 advogados e 36 pareceres

Segundo advogada Viviane Barci de Moraes, contrato foi encerrado em novembro de 2025, quando o banco foi liquidado pelo BC

Foto: Divulgação/STF

 

O escritório que tem entre seus sócios Viviane Barci de Moraes realizou ao todo 94 reuniões para tratar de assuntos de interesse do Banco Master, de Daniel Vorcaro, que voltou a ser preso na semana passada. Em nota enviada à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a mulher do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes detalhou os serviços de advocacia prestados à instituição.

Assinado em fevereiro de 2024, o contrato previa o pagamento mensal de R$ 3,5 milhões, num total de R$ 129 milhões em três anos, segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo. Foi encerrado, no entanto, em novembro de 2025, quando o Master foi liquidado pelo BC (Banco Central).

Desde que o acordo veio a público, a banca ficou em silêncio, bem como o magistrado e sua esposa. Os dois filhos do casal também integram a sociedade.

Na nota divulgada por Mônica Bergamo, o Barci de Moraes afirma que das 94 reuniões de trabalho realizadas, 79 delas foram presenciais, na sede do Master.

De acordo com a publicação, o escritório diz ainda que produziu 36 pareceres e opiniões legais sobre compliance, regulação, questões trabalhistas e previdenciárias, entre outros temas.

Para isso, afirma, mobilizou uma equipe de 15 advogados e contratou outros três escritórios especializados em consultoria para trabalhar sob sua coordenação.

De acordo com a nota, duas equipes jurídicas “responsáveis pela consultoria e atuação jurídicas trabalharam para o Banco Master” no período mencionado.

O texto acrescenta que as 94 reuniões realizadas tiveram, cada uma, “duração aproximada de 3 (três) horas, entre o banco, por meio de suas superintendências de Compliance e Corporativa e gerência de Compliance, e a equipe jurídica do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, para análise de documentos, discussão dos problemas jurídicos e desenvolvimento do objeto do contrato”.

Do total, 13 reuniões foram “entre a presidência da instituição e a equipe jurídica, sendo 2 (duas) presenciais na sede do escritório e 11 por videoconferência, com duração aproximada de 2 (duas) horas”.

Outras duas teriam sido por videoconferência entre o jurídico da instituição financeira e a equipe jurídica da banca de Viviane de Moraes.