SALVADOR


Vereadora critica gestão Bruno Reis por adotar carne de tubarão na merenda escolar

Aladilce Souza (PCdoB) afirma que aquisição do pescado reforça o que considera falta de prioridade com educação infantil

Foto: Instagram/seashepherdbrasil

 

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) acusou a gestão do e negligenciar políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes e afirmou que a compra de 24 toneladas de filé de cação para a merenda escolar se soma a uma série de problemas nas áreas de educação, saúde, assistência social e meio ambiente. As declarações foram feitas após visitas realizadas pela parlamentar a escolas e creches durante o recesso legislativo.

Segundo Aladilce, a aquisição a espécie de tubarão reforça o que considera uma falta de prioridade da gestão municipal com a educação infantil. “Não estamos falando apenas de uma compra questionável para a merenda. Estamos falando de uma gestão que falha em todas as áreas essenciais para as crianças: na educação, na saúde, na assistência, no meio ambiente e no cuidado com a primeira infância”, afirmou. A reportagem procurou a Secretaria de Educação e aguarda um resposta.

A vereadora afirmou que pediu audiência com o titular da pasta, Thiago Dantas, para cobrar esclarecimentos sobre os critérios adotados na compra do cação, nome comercial da carne de tubarões e raias. Segundo ela, a prefeitura deve garantir que a alimentação escolar seja segura e baseada em critérios técnicos.

Ela também citou o déficit de vagas em creches públicas e criticou a ampliação da compra de vagas em instituições privadas por meio do programa Pé na Escola. De acordo com a vereadora, a medida não substitui a expansão da rede municipal. Como exemplo, ela mencionou a Creche Municipal José Maria de Magalhães Neto, em Pituaçu, cujas obras, segundo ela, se arrastam há cerca de três anos.

A vereadora também afirmou que instituições conveniadas enfrentaram atrasos nos repasses, redução do horário de funcionamento e dificuldades para manter a alimentação das crianças. Na rede municipal, ela apontou obras paralisadas na Escola Municipal Metodista Susana Wesley, atraso na construção da escola de Pituaçu e o fechamento da Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, no Rio Sena, caso que motivou atuação do Ministério Público da Bahia.

Aladilce mencionou problemas de infraestrutura, atraso na entrega de uniformes e materiais escolares e a demora na conclusão da unidade destinada ao atendimento de crianças com transtorno do espectro autista, no Curralinho.

Na saúde, vereadora afirmou que famílias enfrentam dificuldades para conseguir consultas pediátricas, atendimento especializado e acesso a medicamentos, inclusive para tratamento de crises epilépticas.

Aladilce também relacionou o que considera falta de prioridade da prefeitura às políticas ambientais, citando o corte de árvores, o aumento das ilhas de calor e questionamentos judiciais sobre a prorrogação do contrato da Battre.

“Uma cidade que não garante creche, escola adequada, saúde, alimentação segura e um ambiente saudável está negando futuro às suas crianças. É isso que a gestão de Bruno Reis precisa explicar à população”, disse.