SALVADOR


Ocupação hoteleira supera 90% e consolida Salvador como destino da cultura afro-brasileira em novembro

A agenda do projeto reúne mais de 120 atividades em diferentes bairros, voltadas à celebração do Mês da Consciência Negra

Foto: Divulgação/GOV-BA

 

Os primeiros dias de novembro indicam crescimento no fluxo turístico em Salvador, impulsionado pela programação do Novembro Salvador Capital Afro. A taxa média de ocupação hoteleira tem superado 90% neste início de mês, segundo dados do Observatório do Turismo, reforçando a posição da capital baiana como destino de referência em cultura afro-brasileira.

A agenda do projeto reúne mais de 120 atividades em diferentes bairros, voltadas à celebração do Mês da Consciência Negra. A movimentação tem atraído visitantes do Brasil e do exterior e estimulado setores como hospedagem, alimentação, serviços e economia criativa.

O desempenho dá continuidade ao cenário observado em outubro, quando a taxa média de ocupação dos hotéis ultrapassou 70% e o número de turistas cresceu 6,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. A receita gerada pelo turismo alcançou R$ 17,4 bilhões entre janeiro e outubro deste ano, um aumento de 5,1% no comparativo anual.

Para a vice-prefeita e secretária de Cultura e Turismo (Secult), Ana Paula Matos, os resultados refletem uma política continuada de valorização da identidade cultural da cidade.

“Salvador tem se consolidado como a capital mundial da cultura afro-brasileira, e isso é resultado de um trabalho contínuo de valorização da nossa identidade. O turismo cultural e étnico não apenas fortalece nossa imagem no mundo, mas também gera oportunidades, renda e dignidade para o nosso povo. Em novembro, a cidade vive um momento especial, com visitantes de todas as partes do mundo que vêm experimentar a energia, a história e a beleza da nossa cultura”, afirmou.

Equipamentos culturais também registraram aumento no fluxo de público. O Memorial 2 de Julho, por exemplo, teve alta de 31% na visitação em outubro.

O setor do turismo segue como um dos principais vetores econômicos da capital, com impacto direto na geração de empregos e renda. Cada visitante, segundo o Observatório, movimenta uma cadeia que envolve serviços, lazer, cultura e comércio local.