SALVADOR


Maratonista que teve perna amputada após atropelamento entra com ação contra motorista e vereadora

Defesa do atleta pede custeio de tratamentos, moradia e prótese após o acidente

Foto: Reprodução/redes sociais

 

A defesa do maratonista Émerson Pinheiro, que teve a perna amputada após ser atropelado por Cleydson Cardoso Costa Filho, ingressou com uma ação indenizatória contra o motorista e a mãe dele, a vereadora Débora Santana. O atleta solicita o custeio de tratamentos médicos, despesas com moradia e a compra de uma prótese.

O pedido de tutela de urgência foi apresentado na 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador. Aos 29 anos, o corredor, que também cursa educação física, foi atingido no dia 16 de agosto de 2025, na orla da Pituba, enquanto treinava para uma maratona na Argentina. Segundo o processo, o motorista, sob efeito de álcool, invadiu a calçada, atingiu o grupo e causou ferimentos graves em Emerson.

Cleydson conduzia o veículo e permaneceu preso por 30 dias. Ele também responde sob a acusação de ter assumido o risco ao dirigir após ingerir bebida alcoólica. Conforme a advogada Losangela Passos, responsável pela defesa de Émerson, não houve acordo após diversas tentativas de negociação com a família do motorista.

Diante disso, o atleta decidiu acionar a Justiça com o objetivo de buscar reparação pelos danos sofridos. A defesa argumenta que a amputação comprometeu de forma permanente a mobilidade do estudante, que ainda enfrenta dificuldades para recuperar os movimentos da outra perna.

“Além da questão física, Emerson passou a enfrentar problemas psicológicos decorrentes das dificuldades que enfrenta para deslocamentos, sempre dependendo de ajuda”, diz trecho da nota da defesa.

Ainda de acordo com o documento, Émerson não conseguiu, até o momento, se adaptar completamente à nova rotina após o acidente.