POLÍTICA


Vídeo: Eduardo Cunha afirma que Bolsonaro só foi presidente devido ao impeachment de Dilma

Ex-presidente da Câmara afirma não se arrepender da decisão e quer usar episódio como trunfo eleitoral

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais, Eduardo Cunha afirmou que teve papel decisivo no fortalecimento da direita no Brasil ao conduzir o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016. A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Tempo.

“Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido (Jair) Bolsonaro presidente da República, e nenhum desses expoentes da direita que aí estão teriam hoje alguma proeminência”, disse Cunha.

Na entrevista, o ex-presidente da Câmara também afirmou que não se arrepende de ter aberto o processo contra Dilma e indicou que pretende usar essa atuação como argumento na tentativa de voltar ao Legislativo neste ano.

“Eu teria feito talvez mais rápido o impeachment. Eu não me arrependo de nada”, destacou.

Bolsonaro foi eleito em 2018, ao derrotar Fernando Haddad (PT), mas não conseguiu a reeleição em 2022, quando foi vencido por Luiz Inácio Lula da Silva. Cunha disse ainda que costuma receber apoio popular por sua atuação no episódio.

“Quem tirou o PT do poder? O único fui eu. Pode falar o que quiser […] Sem o meu ato, nada teria ocorrido”, afirmou, ao citar também a queda de popularidade da ex-presidente como fator que contribuiu para o desfecho.

 

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