POLÍTICA


‘Tem gosto amargo’, diz Haddad sobre derrota de Messias no Senado

“O Messias tem tido uma participação essencial no combate à corrupção", afirmou o ex-ministro da Fazenda

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

 

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira (30) que a derrota do governo no Senado, que não aprovou a indicação do Advogado-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), tem “gosto amargo” porque o AGU é um aliado no combate ao crime organizado e à corrupção.

“O Messias tem tido uma participação essencial no combate à corrupção. O Messias deu sustentação ao Ministério da Fazenda acabar com alguns esquemas de corrupção de anos como o caso da da Reag, o caso do Master, o caso da Refit, grandes esquemas de corrupção, como o caso do INSS, foi desbaratado também nesse governo. Esses casos todos contaram com uma Advocacia Geral da União de prontidão para ajudar os ministérios a fazer o que tinha que ser feito, agir contra o crime organizado, agir contra à corrupção”, disse Haddad em entrevista ao portal Metrópoles.

Questionado se o combate à corrupção foi o pano de fundo para a derrota de Messias no Senado, Haddad disse que “espera que não”, mas que “o combate à corrupção e ao crime organizado perdeu um aliado no Supremo”. Ele chamou atenção para a atuação da Receita Federal, órgão sob o guarda-chuva do Ministério que comandou.

“Nós instalamos uma delegacia de combate ao crime organizado na Receita Federal. Nós estamos organizados com a liderança do Messias inclusive para fazer esse trabalho de combate à corrupção. Nós estamos fazendo e nós teríamos um reforço no Supremo Tribunal Federal com alguém com um olhar de estado porque ele não vem de escritório privado, ele é um advogado público”, disse o ex-ministro.

Haddad declarou ainda que a derrota de Messias “não foi uma vitória da oposição”, mas um enfraquecimento das instituições e do STF. Na noite de quarta-feira, o AGU recebeu 42 votos contrários e 34 a favor da indicação à Suprema Corte.