POLÍTICA


Relatório médico aponta piora em crises de soluço de Bolsonaro e prevê novos exames

Documento enviado ao STF informa que ex-presidente precisou de doses extras de medicamentos e segue em prisão domiciliar por questões de saúde

Foto: Ton Molina/STF

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou agravamento das crises de soluço nos dias 9 e 10 de junho, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento informa que a intensidade e a frequência dos episódios exigiram a administração de doses extras de medicamentos, atingindo o limite terapêutico considerado seguro pela equipe médica.

De acordo com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento do ex-presidente, a persistência do quadro tornou necessária a realização de novos exames para investigação das causas dos sintomas e definição de ajustes no tratamento. Entre os procedimentos previstos estão endoscopia digestiva alta, manometria esofágica de alta resolução e pHmetria gástrica.

Os exames deverão avaliar possíveis alterações no esfíncter esofágico inferior e a presença de esofagite crônica, condições que podem estar relacionadas às recorrentes crises de soluço. Bolsonaro também segue em acompanhamento após tratamento de broncopneumonia e uma cirurgia realizada no ombro direito em maio.

Segundo o relatório, o ex-presidente permanece estável do ponto de vista cardiológico, com a pressão arterial controlada. No entanto, continua relatando sintomas como fadiga, cansaço durante esforços moderados e oscilações no equilíbrio corporal.

Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar humanitária, autorizada pelo STF em razão do seu estado de saúde, durante a execução da pena de 27 anos e três meses imposta pela Corte por tentativa de golpe de Estado.