POLÍTICA


Nunes Marques mantém estreia de ‘Dark Horse’ e rejeita ação contra filme sobre Bolsonaro

Presidente do TSE não analisou o conteúdo da produção e entendeu que autores da ação não tinham legitimidade para questionar o lançamento

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta-feira (12) uma ação que buscava impedir o lançamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ação havia sido apresentada pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e por integrantes do Grupo Prerrogativas. Os autores argumentavam que a obra poderia influenciar a disputa presidencial de 2026 ao favorecer politicamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República.

Na decisão, Nunes Marques não entrou no mérito das alegações sobre o conteúdo do filme ou seu possível impacto eleitoral. O ministro entendeu que os autores da representação não possuem legitimidade processual para apresentar esse tipo de questionamento perante a Justiça Eleitoral.

Segundo o entendimento do presidente do TSE, ações relacionadas à propaganda ou eventual benefício eleitoral devem ser propostas por candidatos que disputem eleição na mesma circunscrição do representado. Como Flávio Bolsonaro é pré-candidato a um cargo de abrangência nacional, Rogério Correia, que exerce mandato por Minas Gerais, não atenderia a esse requisito.

Com a decisão, não há qualquer impedimento judicial para o lançamento de Dark Horse, previsto para setembro. Também permanecem sem análise, neste momento, os questionamentos apresentados sobre o conteúdo da produção, seu financiamento e eventual influência no cenário eleitoral de 2026.