POLÍTICA


Polícia Civil indicia sargento flagrado com arma registrada em nome de Bolsonaro

Investigação concluiu que militar não tinha autorização formal para portar a pistola do ex-presidente

Foto: Divulgação/Assessoria de Jair Bolsonaro

A Polícia Civil do Distrito Federal indiciou o sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma de fogo após ele ser flagrado com uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma blitz em Brasília.

Segundo o inquérito, o militar, que integra a equipe de segurança de Bolsonaro, portava a arma sem autorização formal do proprietário, o que contraria as exigências legais para o transporte ou porte do equipamento.

Em depoimento prestado após a abordagem, o sargento afirmou que levava a pistola para manutenção e que a devolveria ao ex-presidente após o conserto.

A autoridade policial, porém, destacou que o entendimento consolidado pela jurisprudência é de que o porte funcional não autoriza agentes públicos a portar armas registradas em nome de terceiros.

O inquérito foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes analise ainda nesta quarta-feira (1º) questões relacionadas ao regime de prisão de Bolsonaro.

Recentemente, Moraes classificou como “grave” a presença de uma pistola na residência do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro, por sua vez, argumentou que a arma estava inutilizada e que sua existência no local não representava descumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça.

No relatório final da investigação, o delegado responsável também ressaltou que o registro da arma em nome de Bolsonaro está regular e que não identificou ilegalidade no fato de o ex-presidente manter a pistola em sua residência. Com informações do colunista Gustavo Uribe, da CNN Brasil.