POLÍTICA


Marinho chama Lula de ‘ladrão da esperança’ após acusações sobre PEC 6×1

Líder da oposição rebateu declarações do Presidente da República sobre a tramitação da proposta de redução da jornada de trabalho no Senado

Fotos: José Cruz/Agência Brasil | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Rogério Marinho (PL) respondeu a acusações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a Proposta de Emenda À Constituição (PEC) do fim da jornada 6×1. O parlamentar classificou o chefe do Executivo como “ladrão da esperança em publicação na plataforma X.

A reação ocorreu após Lula declarar que a oposição atua para travar o projeto no Congresso Nacional. O presidente citou a atuação do líder oposicionista nas articulações contrárias à pauta.

Lula afirmou que “a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta”. O presidente acrescentou que o argumento usado pela oposição se repete desde que os grandes patrões alegavam que leis trabalhistas (garantiam os direitos do cidadão) poderiam levar a um prejuízo econômico nacional, como o fim da escravidão, da criação das férias e do 13º salário.

Em réplica, Marinho acusou o governo de iludir a população quanto aos impactos econômicos da medida. “Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração e que isso não terá consequências para todos”, escreveu o senador.

O parlamentar afirmou que a proposta trará reflexos diretos ao mercado de trabalho. “O custo da sua irresponsabilidade será pago pelo trabalhador, que vai encontrar preços mais altos, empresas fechando, desemprego e um empurrão para a informalidade. Você é um ladrão da esperança”, publicou.

O embate político ocorre em meio á aprovação da PEC na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, registrada na última quarta-feira (2). A matéria recebeu parecer favorável de forma simbólica no colegiado.

Quatro senadores registraram voto contrário ao texto durante a deliberação. A oposição na comissão foi composta pelos parlamentares Rogério Marinho, Jaime Bagattoli (PL), Tereza Cristina (PP) e Hamilton Mourão (Republicanos).

A proposta exige a aprovação de no mínimo 49 senadores no plenário da Casa Alta, em dois turnos de votação. A expectativa é de que a apreciação final ocorra durante o mês de outubro.

A base governista optou por adiar a análise plenária consulta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), detalhou a estratégia de votação.

“Estamos combinando com o presidente Davi o seguinte: ver o melhor momento para votar ainda agora em setembro, em eventual chamamento extraordinário. Se não votarmos, com o número consolidado na segunda semana de outubro”, explicou Randolfe Rodrigues.