POLÍTICA


Lula diz que evita eventos religiosos em ano eleitoral para não associar fé à política

Presidente afirmou que não participa de atos religiosos em períodos eleitorais para não transmitir a ideia de uso político da religião

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (4) que decidiu não participar da Marcha para Jesus, realizada em São Paulo, para evitar que sua presença fosse interpretada como tentativa de obter vantagem política em um ambiente religioso. A declaração foi feita durante uma ligação telefônica com o bispo Estevam Hernandes e com o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Segundo Lula, a decisão segue uma postura adotada em períodos eleitorais. “Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada”, declarou o presidente. Na conversa, ele também agradeceu pela recepção dada a Jorge Messias, que participou do evento representando o governo federal.

A 34ª edição da Marcha para Jesus reuniu milhares de fiéis na capital paulista e contou com a presença de diversas autoridades. Entre elas estavam o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes.

Durante o evento, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e declarou que “o mal vai ser expulso do governo desse Brasil este ano”. Após a caminhada, a programação seguiu com apresentações de artistas da música gospel e momentos de oração ao longo do dia.